Passagem





Algumas semanas vieram como a verdade absoluta pré-estabelecida dos meus sonhos. Estar sensível aos avisos e sinais do universo é algo tangível. Especial, na verdade, é abrir as portas do destino revelador.

Pois bem. Fui bloqueada no whatsapp, briguei com o cara da última noite, minha dor nas costas está pior e dormir é algo raro. Mesmo com tantos pormenores latejando o cotidiano, pude sentar no ônibus e olhar através da janela desses acontecimentos.

Conclui, aos 80 km\h, o quanto tem sido difícil administrar os medos com a vontade de ser feliz. Visualizei o passado pelas chamas da lágrima que nos constrói até virarmos pessoas mais fortes. O sorriso é inevitável quando vemos com positividade os momentos ruins.

Por isso, é melhor não encarar seus pesadelos reais em projeções de um futuro catastrófico. A gente tem mania de pensar que algumas situações difíceis são o nosso “carma” ou “cruz”. Então, escolha usar o carma para atingir um nível de personalidade mais elevado e a cruz como modo de passar pelo caminho da adversidade.

Se for para chorar, chore. Se for para quebrar tudo dentro de casa, quebre. Se for para dar aquele saudoso “vai tomar no cú”, vá em frente. Porém, não deixe o passageiro dominar o que é eterno, ou seja: a busca pela felicidade, a alma única e o coração cheio de aspirações.

Não importa como você esteja. Apenas siga na velocidade adequada da sua trajetória. Vamos rir, chorar, refletir e descer na parada obrigatória do recomeço. É como diz Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”, sempre. 



_Manuela Felix_

Travel



Desse último fim de semana, só pude tirar lições trancadas dentro do meu quarto:

  • Atualizei as redes sociais: só fazendo uma limpeza do que mostrar, ocultar, omitir e divulgar; 
  • Comecei a ler um novo livro: na verdade, ele estava dentro da minha gaveta há duas semanas e só agora pude embarcar no mundo do jornalismo na era digital; 
  • Terminei o meu portfólio: criei uma coragem e disposição surreal para juntar três anos em uma página no tumblr com o que fiz até o momento. Agora vou completa-lo com muito mais de mim;
  • Fiz a agenda da semana: baseada na lucidez e ficando com certeza maluco beleza ( estou apreciando Raul Seixas telepaticamente); 
  • Pesquisei sobre mochilões, viagens, milhas aéreas e trabalho voluntário: para não perder o costume de sempre querer sair da zona de conforto. Aliás, essa tal zona de conforto me incomoda demais.

Além disso, reli uns textos de 2013. Acho que me coloquei em palavras certas no tempo de construção.  Não sinto vergonha, mas fico rindo das antigas pautas e textos aprovados. Rir de si mesmo também é legal. Isso conserva o nosso bom humor, acima de tudo.

Acredito que coisas boas acontecem, que tem gente de coração puro no mundo e que atraímos o que transmitimos. Eu só quero paz, amor e aproveitar os momentos que ainda me encontro perto.

De longe já me vejo assim: lendo os textos de hoje e rindo das atuais pautas aprovadas. Tem gente que volta no tempo. Eu prefiro me transportar para o futuro, me vendo onde quero estar e fazendo o que quero fazer.

É só um jeito meu de sonhar projetando metas para tornar real. Recomendo.


_Manuela Felix_

Ontem





No réveillon me caíram bem o branco e prata. Eu queria paz, mas a cor “vibrante” foi só um coincidente gosto pessoal. Já estamos em março e pergunto: cadê o significado dessas cores? Aquele colar com as moedas mexicanas ainda está comigo. O que me deu esse presente disse que eu teria sorte. E, agora, penso sobre todos esses amuletos mágicos.

Pontuando o Carnaval, virei à mesa - como de costume - e fui para Olinda\Recife. Pernambuco sempre será a minha terra, o meu lar. Porém, dessa vez foi diferente: me senti turista, como se fosse tudo pela primeira vez. Não vi a minha família, nem os amigos antigos, nem os caras do passado e nem pisei no interior que nasci. Acho que eu precisava passar pelo leão do norte sem tocar nas raízes antigas. E, por isso, me tornei menos pernambucana. Virei uma cidadã do mundo.

Com a madrugada, voltei para casa. Agora Maceió é minha casa, sabiam? Por muito tempo não encarei dessa forma. Subi em direção ao apartamento 201, abri a porta e o chão estava limpo esperando a sujeira do meu florido tênis All Star. E, quando acordei, minha mãe beijou o meu rosto. Foi saudade. Eu entendo.

Parece que 2015 começou agora. Bebi tudo que não podia na última sexta-feira. A Jamaica passou dentro de mim e ouvi o reggae único do Bob Marley. Sei que, depois de muita coisa envolvida, eu estava na praia. Andei a areia cambaleando morais com um ser desconhecido para quem - surpreendentemente - fez-se conhecido. Álcool não é uma boa companhia para os intensos. Eu que o diga.

O que esperar desse mês? Não sei. Vou dar o meu melhor, de fato. Espero estar mais sóbria quando tudo terminar, assim será mais difícil esquecer alguns detalhes. O maior desafio é achar um foco de sanidade. A loucura é amiga dos que ousam, dos corajosos. Pelo menos, nessa zona “crazy”, me sinto confortável.

Seja bem vindo março. Não gostaria que fosse doce, apenas seja você mesmo. Para mim já vale muito. 


_Manuela Felix_

Autor





No início, o foco era medido pela intensidade. Minha cabeça latejava. Eu não sabia como responder os e-mails, as perguntas elaboradas e o conjunto da obra. Revelações feitas por minha mãe no último final de semana, me fizeram pensar : “Por que não?”

O passado tem um jeito lindo de se revelar bem presente. Dos bons momentos, rimos. Dos maus, aprendemos. É nessa hora que eu coloco a mente no travesseiro da memória e começo a semana com esperança, enquanto o sol espia a minha janela.

De uma forma diferente, estou feliz mesmo com as coisas inacabadas.  Escrever tem sido a minha terapia no mundo dos sobreviventes. Moro na parte nobre da cidade, mas meu coração está na rua rastejando pela justiça.

Foi João do Rio que me mostrou isso com uma alma encantadora refeita em crônicas.

O texto? Integral.

                                                                                                          _Manuela Felix_

                                                   

Magic




Para mim é como se fosse final de período onde tenho trabalhos, provas, eventos e a vontade incansável (e constante) de partir. Assim tem sido o meu janeiro. Escuto música cotidianamente e lembro-me das reclamações.  Os meus dedos continuam frios.

Como de praxe, fiz as primeiras metas para 2015. E caminho pelo desafio, o cumprindo, com louvor. Acho que levantei neste ano, tomei um café da manhã caprichado e abri a porta das possibilidades. O velho eu já mandei embora. Ele deve estar na esquina me esperando. Deixe estar...

E claro, mudei o blog!  Além disso, sai da academia. Vou me dedicar ao pilates, yoga, livros, viagens, bons amigos e boas risadas. Ofereço a doçura para as pessoas amargas. Não vale a pena se queixar.

Aos meus leitores lindos, desejo que este ano tenha muito amor e paz para vocês. Portanto, nessa fase “zen” da minha vida, lhes digo:

Namastê!


                                                                     _Manuela Felix_

Raça



Enquanto 2015 não chega, vou sentar na linha da comunicação e fazer a inspeção de como estou e de como iniciei. É normal que nessa época façamos aquela reflexão do que fizemos ou deixamos de fazer. Eu mesma tenho muito para contar, mas não sei como dizer.

Quando esse ano começou eu tinha traçado planos que, em sua maioria, não ganharam toques de realidade. Pensei estar mais segura das escolhas e dos passos pré-definidos.

Mas veio a roda do tempo e me chamou para tomar uns drinks. Pensei em DEUS, na família e nas aulas que não assisti. O tempo mostrou, enquanto eu tomava uma vodka, que fiz aquilo que tinha de ser feito.

Vou ao cinema de forma interestelar para participar dos jogos vorazes na primeira parte da esperança. Yves Saint Laurent fuma, consome drogas, talento e criatividade.

E vejo o tempo comigo, me fazendo conhecer pessoas que nunca vão sair do meu caminho com pedras históricas que na noite passada absorveram o vômito de todas as farras comemorativas. Ele foi cama e santuário das minhas lágrimas. Mas agora estou bebendo bem menos, pensando bem mais, vivendo por dentro e por fora.

Valorizar as relações afetivas é de uma sutileza ímpar nos encaixes. Cada pedaço do Brasil está comigo em grupos do Whatsapp e já estou longe, Preciso aproveitar esses últimos segundos enquanto os tenho perto de mim.

Chamaram-me de tanta coisa e gritei para os quatro cantos que vou ficar mais calma. Faltou o espelho das palavras refletir a alma.

Não pergunte porque eu sempre vou. Talvez para ter muitas histórias quando surgir àquela vontade de

voltar.


                                                   _Manuela Felix_

Merci





A folha em branco potencializa a dor de cabeça. Não consigo escrever a latência de poucas palavras na construção do texto coerente. Ponho os dedos sobre o teclado e começo aquele ritual.

Milton Nascimento em seu “cais” embalou o som das palmas. Pois é possível inventar uma lua nova e, até mesmo, o sonhador. Mas já podaram muitos momentos e desviram alguns destinos.

Ainda quero falar uma coisa que pode estar aqui do lado. .Bem mais perto do que pensamos. É uma questão de juventude e 

fé.                                           

                                                   _Manuela Felix_

Santo




Marcamos. Anotei na agenda. Planejei. Escolhi a saia colorida e uma bolsa cara. O perfume de sempre. A força maior. Objetivamente, eu não tinha foco. Fui ao banheiro. Voltei e me fiz cliente ao folhear o cardápio.

O atraso já esperado me permitiu sentir a música do vento. Observei as pessoas ao saborear uma sensação rara de não ter o que fazer. Foi quando ele chegou.

A postura, os pés e o cansaço. Tudo isso estava no rosto dele poeticamente envolvido pela fumaça do cigarro. Era lindo.

Esse momento de contemplação aliava-se ao papel, as ligações e as inúmeras mensagens que corroíam a minha saúde mental. Eu também estava cansada, mas com ele ao meu lado percebi o mundo na paz tranquila onde podemos fumar sem preocupação.

Da conversa, tiramos proveito de histórias formadas por felicidade, dor e aprendizado. Não queria ir embora. Tudo se estendeu para caminharmos juntos ao ponto da despedida. E isso foi só uma reunião.

Talvez.
                                               _Manuela Felix_

Eleitor




Se eu contasse tudo que vivi nessas últimas estações sentimentais, vocês não iriam suportar. Mas quem sabe não recebo um pouco de crédito conseguindo me fazer sincera ?

Antes de tudo, estava envolvida no hoje considerado o maior evento para estudantes de jornalismo em Alagoas. Uma equipe, várias ideias, reuniões, faltas e brigas. Foi um sucesso com efeitos colaterais.

Perdi amigos, a confiança em muitos e a minha raiva cresceu. A fúria está mais nos meus olhos e passeia a galope dentro de mim. Quem tiver coragem, pode me testar.

Deixando um pouco esse lado da ameaça, vamos ao amor. Me mudei, conheci pessoas especiais, fui a um psicólogo inusitado, peguei gelo, mesa, cadeira e faixa. Pude ser até mãe, pois conversar tem dessas coisas.

Não me arrependi das escolhas, nem dos passos obscuros. Eu precisava do desafio e este me fez acordar.

Ainda bem.

                                                           _Manuela Felix_

West




Por Lana, fiquei sabendo que na Costa Oeste existe um ditado: "se você não está bebendo, não entra no jogo". E a música vem na correnteza querendo entender as portas fechadas e a esperança perdida.

É como a voz para me afastar. A saudade de quem mora longe passeia dentro de mim. Em silêncio, concluo: seu cigarro está aceso na varanda.

Como é doce o garoto. Ele tem seus ícones, suas estrelas de cinema, suas rainhas de Saigon. Mais quente do que o fogo são as conversas decepcionantes no whatsapp.

Mas isso é amor,

baby. 


                                                     _Manuela Felix_

Eduardo




Subi as escadas à espera do meu almoço. Pensava no que eu tinha para fazer naquele dia aparentemente comum. A agenda completa, a cabeça cheia, a blusa amassada e o sapato sujo. Mas quando toquei os meus pés dentro de casa, fiquei sabendo: você tinha ido embora.

Eu sentei na cozinha, minha mãe no sofá e meu pai na mesa. Nós chorávamos juntos. O telefone não parou de tocar e o meu celular recebia notificações de inúmeras mensagens. As pessoas desejavam a nós, uma família pernambucana que hoje mora em Alagoas, força para esse momento de dor.

Na verdade, nunca imaginei o quanto sentiria quando Eduardo Campos morresse. Cresci admirando sua força, seus ideais e tudo que ele fez por nós, pernambucanos.  Ainda não suporto ver as notícias de que ele se foi.  Estou chorando todos os dias, mesmo sorrindo.

Sei que as especulações sobre o que aconteceu assombrarão as nossas certezas bem como as filas de pensamentos entristecidos. Minha alternativa é seguir um dos últimos conselhos de Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”.


E não desistirei.

                                             _Manuela Felix_

Paz



Enquanto procuro uma resposta no meio de uma outra conversa delicada, a menina me contou que pretendia esquecer algumas experiências negativas do passado. Li e me pareceu semelhante com os meus medos e incertezas antigas.

Olhei o espelho interior e disse:” Tudo foi como tinha que ser. Eu mesma tive que passar por coisas ruins para valorizar a mim mesma. Sinto como se fosse a última vez. Porque pode ser a última mesmo.”

Realmente fiz a escolha de virar a página e ler o próximo capítulo da história da minha vida. Os cofres da lembrança nos servem de aprendizado. A gente continua seguindo em frente.

Dos pontos finais conheço bem e me parecem necessários. Melhor ainda são as reticências.

Há sempre uma chance.


                                                              _Manuela Felix_

Diário



Dentro do local, eu lia Ricardo Noblat e aguardava a minha vez. O clima de Copa do Mundo perdeu a beleza com a derrota da seleção brasileira. O luto vestia verde e amarelo.

Sobre o meu aniversário - que foi no dia 30 de junho -  restaram presentes, amigos, abraços, sorrisos, bolos e quilos a mais. Uma ligação me fez chorar. Faz parte.

Devido aos problemas com o computador, a blogueira aqui não fez mais postagens e escrevia na imaginação possíveis textos sobre pintura alagoana. Pensei que não ia conseguir desenvolver o assunto de um lugar que mal conheço. Ou penso não conhecer.

Nas horas vagas dessas férias, vou seguir na crença de que a alegria tem um jeito doce de permanecer comigo. O sorriso largado vai incomodar os corações aflitos, as notícias sem apuração, os olhares desafiadores e a fúria calma da falsidade diária.

Calada estou e me pergunto: “de onde tiro forças para suportar isso?"


                                                           _Manuela Felix_

People




Percebi o quanto crescemos e o muito conquistado. A negra olhava uma placa que dizia “Venha para a melhor de Alagoas”, e eu me questionava: será que esse é o melhor lugar?

Bem: quando cheguei não conhecia ninguém, nem a mim mesma. A ciência conquistou e os conflitos diários se moldaram aos momentos felizes que viriam. O cinza turístico foi substituído pelo azul e vermelho de uma bandeira desvalorizada.


Conheci municípios, famílias, casas, amigos e dores. Tudo isso aqui onde estou. Calma é saber da construção que valeu a pena. Suspeito pensar na volta ao passado. Agora, só penso em ir.


No ônibus tocava The Beatles e as ruas em verde e amarelo ofuscam os meus pés cansados da Copa do Mundo.


Julho já vai chegar.


                                         _Manuela Felix_

Newspaper





A notícia é aquela temperatura social que contagia os nossos pensamentos e intuições. 
Sua objetividade é a fórmula para nos “informar” em cotidianos caóticos onde comemos 
de mãos vazias e pés sem destino. O sistema opressor molda a nossa
 personalidade influenciável. Mas isso já é demais para se admitir. 

Os vários meios - como jornais, revistas, sites, blog’s e telejornais - querem e conseguem traçar as nossas atitudes. Como ser independente? Como ver a sociedade sendo tratada como igual? Como olhar no espelho do passado, entender o presente e ter esperança no futuro?

Minha mãe na sala assiste o jogo do Brasil e meu pai faz uma "média" culinária. Eu escolho a roupa para sair em horas úteis, longe das saias transparentes e do batom vermelho. Discordâncias vivem dentro e fora da primeira pessoa do singular. 

Me. 


                                            _Manuela Felix_




Quase



A mulher tinha cabelo vermelho, vestido florido, olhos cansados, trinta centavos nas mãos e o desejo de ter um pão. A pobreza estava presente, porém a minha carteira tinha 50 reais. Talvez eu seja rica, mas tenho faturas para pagar. Será que vou ter trinta centavos para comprar pão?

Enquanto isso, pego uma carona no posto 7 - em Maceió -  em direção a um lugar que não conheço. O estresse faz com que tenhamos atitudes extremas. Realmente, o objetivo era sumir às 2h da manhã para o nível celestial e ver o mar quando me colocavam contra a parede.

O beijo na testa me fez pensar: isso é ser feliz? Não sei, pois uma melodia toca dentro de mim como um lamento sertanejo. Por ser lá do sertão, lá do cerrado, lá do interior do mato ou do roçado, eu quase não consigo ficar na cidade sem viver contrariada.

Na certa, prefiro falar limitadamente e saber pouco dessa multidão.


Gilberto, Gil...

                                    _Manuela Felix_



Song



Tentei de todas as formas e não consegui baixar o aplicativo. A memória do celular geralmente é menor que o dinheiro restante no fim do mês. Tive que excluir algumas fotos antigas, uns vídeos engraçados e algumas músicas históricas. Mas, por fim, fiz o download do app.

É mais fácil coordenar a importância tecnológica do que uma vida em chamas. Como ter mais tempo para dormir? Como direcionar a sua habilidade teórica com a consciência prática dos últimos acontecimentos?Como sorrir enquanto dobro a esquina de breve adeus?Respondam-me leitores. Por favor.

Às vezes, esqueço que tenho bons livros, café, coisas para organizar e bons motivos para acordar de manhã. Além disso, perco a noção de que trabalho em um lugar que amo com pessoas igualmente amáveis e que tenho amigos para rir das maiores idiotices e para estarem comigo nas horas mais difíceis. O que eu tenho mesmo são aqueles momentos inesquecíveis e sonhos para realizar.

Então, escolho transformar todas as coisas ruins em suavidade poética.

Sempre.

                                        _Manuela Felix_

Plural




Somos todos iguais e juntos podemos fazer coisas incríveis. Acreditem: o dia estava claro quando um amigo distante me ligou. Eu ri e chorei no mesmo instante. Foi como voltar ao interior e sentar na margem cheia de vida.

Nesses momentos a criatividade foi embora e encontrou alguém de óculos ray-ban, camisas estilosas, aparelhos nos dentes e codinome "dois reais". Estar com ele é recomeçar. Essencialmente.

A personagem é alegre, gosta de flores, tem a mania da perfeição e se sente livre no meio do campo. A revista plural vem aí e isso é tudo culpa da mídia em meio à semana de moda. Eu fiquei sabendo em uma conversa de jornalista.  


SomMar.

                                   _Manuela Felix_




Trabalho



São dessas tardes que vivo falando. Enquanto caminhamos em conversas sem fim, as entrelinhas se diluem para os cantos do novo lar. Uma estrada com duas rodas por onde rastejam os objetivos.

Isso acontece quando escolho valorizar o sono e as horas em que a minha cabeça pousa sobre o travesseiro pelo som da chuva seca. Os favos de mel nos carros, as pessoas pela rua e a desistência. Faltam estratégias e não tenho mais argumentos.

Uma revista está surgindo e vários eventos se aproximam. É tudo tão escuro dentro de mim como uma sombra cansada nos jardins espaciais. A coragem se foi, mas a música é a trilha no ônibus desconhecido.

O encontro vem aí. How can you mend a broken heart?

Pensei.

                            _Manuela Felix_

Belchior



Nós éramos jovens. Um dia, enquanto caminhava pelo bairro da Várzea, eu o conheci: anjo de sorriso tímido, amizade sincera e com vida em afogados.

E o ser celestial se encontrou comigo na varanda de uma rua colorida. Depois daquele instante não seriamos mais os mesmos. Por isso, cuidado meu bem. Há perigo na esquina sob a luz das estrelas.

Ele veio para o lugar onde moro e sei de tudo na ferida viva do meu coração. Faz tempo que te vi e essa lembrança é o quadro que dói mais.

Apesar de termos feito tudo o que fizemos, as aparências não podem enganar durante as estações. Talvez eu ame o passado e não consiga ver que o novo sempre vem.

Estamos sentados em cada lado nordestino. É o que se fez o seu lábio, o seu braço e a sua voz consciente de uma nova juventude. E por medo de avião eu não disse


adeus.

                                       _Manuela Felix_

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